quinta-feira, 16 de julho de 2009

Leucemias Agudas, tipos de leucemias.

A Leucemia é uma neoplasia que afecta os glóbulos brancos. Normalmente, o número de glóbulos brancos produzidos está em equilíbrio com os que vão morrendo, de tal modo que existem sempre glóbulos brancos em quantidades suficientes no organismo como defesa contra infecções.

Todas as formas de neoplasias partilham a mesma característica – uma alteração no controlo normal da divisão, crescimento e diferenciação celular, que conduz na grande maioria dos casos a transformações malignas.

O risco de desenvolver a maioria de tipos de cancro pode ser reduzido com mudanças no hábito de vida, por exemplo, deixar de fumar e ter cuidado com a alimentação. As manifestações clínicas são muito diversas já que pode aparecer em cada órgão ou tecido do organismo: existem mais de 70 tipos de cancro. Hoje em dia milhões de pessoas são sobreviventes ou ainda vivem com alguma forma de cancro. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico e se inicia o tratamento, maiores as hipóteses de sobrevivência e de cura.

Tipos de Leucemia

As leucemias estão divididas em 4 grupos conforme são classificadas em crónicas ou agudas, mielóides ou linfocíticas segundo a sua evolução clínica. E são ainda subdivididas em relação ao tipo de células que prolifera, de forma a tornar-se mais fácil estabelecer prognósticos e o tratamento mais adequado a cada paciente.

LMA – Leucemia Mielóide Aguda

LMC – Leucemia Mielóide Crónica

LLA - Leucemia Linfocítica Aguda

LLC - Leucemia Linfocítica Crónica

As leucemias agudas são doenças malignas primárias dos órgãos hematopoiéticos, caracterizadas por uma predominância de percursores linfóides ou mielóides imaturos (blastos). Os blastos substituem progressivamente a medula óssea normal, migram e invadem outros tecidos. O resultado desta superprodução é a disseminação através do organismo de glóbulos brancos anormais em elevado número, interferindo com as funções vitais do corpo.

Nos casos de leucemia aguda, há simultaneamente uma diminuição da produção normal de eritrócitos, granulócitos e plaquetas, o que conduz a complicações como a anemia, infecção e hemorragia.

A base molecular da transformação leucémica no homem é desconhecida. O defeito fundamental na leucemia aguda parece ser a proliferação desregulada das células percursoras iniciais que perdem a sua capacidade de se diferenciar em resposta a sinais hormonais normais e interacções celulares.

Uma transformação leucémica pode originar-se em qualquer ponto durante a diferenciação das células estaminais. Tanto a LMA como a LLA são de origem unicelular (clonal).

As leucemias agudas são extraordinariamente heterogenias e são caracterizadas por múltiplos métodos que incluem morfologia, histoquímica, marcadores de superfície celular e citoplasmáticos, alterações citoquímicas e genéticas moleculares.

A Leucemia Mielóide Aguda - LMA é um tipo de leucemia que começa nas células que se deveriam transformar normalmente em glóbulos brancos, mas que acabam por formar outros tipos de células. Estas células imaturas, também chamadas blastos, continuam a reproduzir-se e a acumular-se. A designação de “aguda” refere-se à rapidez com que se desenvolve este tipo de leucemia.

Quando o tipo de células da medula óssea que foi afectada se trata de granulócitos ou monócitos a leucemia é classificada de mielóide (também chamada de leucemia mielogénica ou mielocítica).

A LMA começa na medula óssea mas na maioria dos casos, passa rapidamente para o sangue periférico, podendo espalhar-se para outras partes do corpo, incluindo os nódulos linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central.

A LMA é a leucemia aguda mais comum e mais de 90% ocorre em adultos. É uma doença rara antes dos 40 anos de idade, sendo a média de incidência nos 65 anos e também mais frequente nos homens.

Este tipo de leucemia pode manter-se em remissão durante muito tempo ou mesmo ser curada em alguns adultos, dependendo de algumas características das células. Alguns subtipos de leucemia aguda respondem bem aos tratamentos e muitos pacientes ficam curados, mas existem outros subtipos com um prognóstico menos favorável.

Actualmente não existe nenhum rastreio específico para detecção de LMA. A melhor forma de diagnóstico rápido é uma consulta com o seu médico de família no caso de aparecimento dos sintomas típicos desta doença para exame clínico.

Os principais sintomas associados a este tipo de leucemia são vários e podem incluir perda de peso e febre.

Uma contagem baixa de glóbulos brancos – leucopenia, e de granulócitos maduros – neutropénia ou granulocitopenia, aumenta o risco de infecções (especialmente da boca e da garganta).

Uma contagem baixa de glóbulos vermelhos – anemia, causa palidez, cansaço, falta de ar e palpitações cardíacas.

Uma contagem baixa de plaquetas – trombocitopenia, provoca maior tendência para equimoses e hemorragias, úlceras do lábio e da boca.

Alguns doentes sofrem de dores nos ossos e articulações. A LMA pode também causar o aumento do fígado e baço, dois órgãos localizados respectivamente do lado esquerdo e lado direito do abdómen. Este facto pode ser notado por um inchaço ou aumento da barriga e conseguem ser detectados por apalpação.

A doença ocorre muitas vezes subitamente, com agravamento progressivo dos sintomas por um período de uma ou duas semanas; com menor frequência, estes sintomas vão aparecendo gradualmente durante dois ou três meses. Eventualmente, os idosos apresentam uma leucemia «arrastada», com início muito gradual da doença.

Quais os riscos de contrair uma LMA?

Embora não tenha sido ainda identificada a causa que conduz ao desenvolvimento da leucemia aguda, na maioria dos doentes, já se descobriram algumas relações de predisposição.

Os factores de risco são todos os que podem aumentar as hipóteses de se contrair uma doença e estão normalmente relacionados com o estilo de vida, ambiente ou causas genéticas (hereditárias). Os factores de risco normalmente associados ao cancro são o tabaco e a exposição ao sol, no entanto, no caso leucemia mielóide aguda, o único factor de risco provado é o tabaco. Embora as células afectadas não estejam em contacto directo com o fumo, as substâncias cancerígenas absorvidas pelos pulmões são posteriormente espalhadas pela corrente sanguínea para várias partes do corpo. Os cientistas calculam que cerca de 1/5 dos casos de LMA são causados pelo tabaco.

Os riscos ambientais são influências do meio tais como radiações, produtos químicos e infecções. Por exemplo, A exposição crónica a produtos químicos, como o benzeno, fármacos que provocam anemia aplástica e radiações, têm sido associados a uma maior incidência da doença.

Casos de hereditariedade comprovada de LMA são muito raros, embora alguns síndromes de base genética, como por exemplo, a síndrome de Dawn, a neurofibromatose de Recklinghausen e a anemia de Fanconi,, parecem aumentar a probabilidade de desenvolver a leucemia aguda.

A LMA é mais comum em homens do que em mulheres embora as causas para este facto não sejam claras.

Embora algumas pessoas que contraíram a doença tenham um ou dois factores de risco na sua história, muitas não o têm – a causa permanece desconhecida. E também não é absolutamente certo que as causas sejam aquelas mencionadas. Por outro lado, muitas pessoas com uma história bastante provável nunca desenvolvem a doença.

Durante os últimos anos muito se tem descoberto sobre as alterações de ADN que provocam a transformação das células normais da medula óssea em células leucémicas.

O ADN é uma substância química que transporta as instruções para quase todas as funções das nossas células. Alguns genes (partes do ADN) contém as instruções que controlam o crescimento e a divisão das células. Os genes que controlam a divisão das células são chamados os oncogenes. Outros genes que reduzem a divisão das células ou provocam a sua morte na devida altura são chamados os genes supressores de tumor. Alguns tipos de cancro podem ser causados pela mutação de ADN que activa os oncogenes ou desactiva os genes supressores de tumor.

Cada vez que uma célula se prepara para a divisão em duas novas células, deve multiplicar o seu ADN – por vezes acontecem erros durante este processo que podem, no entanto, ser corrigidos por enzimas especiais. Quando as células se dividem muito rapidamente, as enzimas podem não ter “tempo” de corrigir esses erros.

As translocações são o tipo de erro mais frequentemente associado às LMA e significam que parte de um cromossoma se juntou com outro cromossoma, fazendo com que seja inibida a faculdade de amadurecimento de algumas células.

Outras modificações de cromossoma, como a delecção, (quando um cromossoma perde uma parte) ou inversão (a reorganização de ADN dentro de um cromossoma), também podem provocar o desenvolvimento de LMA.

A maioria das mutações de ADN ocorrem durante a vida e não são herdadas, no entanto também pode acontecer, sendo que é raro. Na verdade, as mutações ocorrem muitas vezes sem razão aparente.

Diagnóstico e características.

Quando a leucemia está no início, o seu diagnóstico é difícil, uma vez que os sintomas desta doença são semelhantes aos de outras doenças. Entre os principais sintomas temos o cansaço, a falta de apetite e possível febre intermitente.

À medida que a doença avança, as células imaturas proliferam e invadem o espaço que antes era ocupado por células normais. Surge a dor nos ossos, como resultado da multiplicação das células leucémicas no sistema ósseo.

A redução da quantidade de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas é responsável por outras manifestações clínicas que acompanham a leucemia, entre as quais, perdas de sangue por hemorragia, situação que conduz à anemia (palidez, cansaço e pouca tolerância ao exercício).

As plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue, também são afectadas, pela proliferação das células imaturas. A sua diminuição pode provocar pequenas manchas na pele e hematomas, hemorragias do nariz, boca e recto.

A suspeita de diagnóstico é reforçada pelo exame físico, que pode alertar para a possibilidade da doença quando o doente apresenta palidez, febre e presença de pequenas manchas avermelhadas. O hemograma pode revelar anemia e uma contagem leucocitária deficitária.

O Mielograma é um exame de grande importância para o diagnóstico e para a avaliação da resposta ao tratamento indicando a presença ou não de células leucémicas na medula. Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno. Durante o tratamento pode ser necessário fazer-se vários mielogramas.

Como o tratamento da leucemia melhorou consideravelmente nos últimos 20 anos, a pesquisa tem-se centrado nos porquês de uma melhor ou pior reacção consoante os pacientes. Esta observação ajuda os médicos na decisão de qual o tratamento a seguir. Estes factores de prognóstico incluem a idade, contagem de células sanguíneas e resultados citogenéticos. Outras características são o facto de haver condições chamadas pré-leucémicas (Síndromes Mielodisplásicos), ou alguma forma anterior de cancro tratada com quimioterapia e radioterapia.

O tratamento principal da LMA, consiste pois na aplicação de quimioterapia, às vezes seguida de transplante da medula óssea. Neste caso, a medula óssea do paciente é substituída pela medula óssea sã de outra pessoa (dador) cujo tecido seja histo-compatível. Em certos casos poder-se-á completar este tratamento com radioterapia.

A quimioterapia consiste no uso de medicamentos para eliminar as células cancerosas. A quimioterapia pode tomar-se de forma oral, ou pode administrar-se no corpo por injecção intravenosa, ou músculo. Considera-se um tratamento sistémico uma vez que o medicamento se introduz na corrente sanguínea de forma a eliminar células cancerosas por todo o corpo.

A quimioterapia é feita em várias fases. A primeira, chamada indução, tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia (associação de várias drogas citotóxicas), uma vez que o principal objectivo consiste na destruição da maior quantidade possível de células leucémicas. Esse resultado é conseguido quando os exames os exames de medula óssea e sangue não evidenciam mais células da doença. Depois da remissão completa, é necessária uma pós-indução que elimina células não detectáveis pelos métodos disponíveis.

Nas fases seguintes, o tratamento também varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfóides e menos de um ano nas mielóides.

São três as etapas nesta fase do tratamento: consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente); reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Com o fim de manter a remissão e curar o paciente, deverá continuar-se a medicação durante três anos ininterruptos, a partir do momento em que se inicia o controle das células da medula óssea. Durante as diferentes etapas da quimioterapia, é necessária a realização de exames de sangue e da medula óssea, de forma a se conhecer a evolução da doença e ajustar as doses dos medicamentos.

A radioterapia utiliza radiação de alta energia para matar células cancerosas. Feixes exteriores de radiação, emitidos por uma máquina, são direccionados para o local a tratar. No caso das leucemias, a radioterapia é normalmente utilizada antes de um transplante de medula ou transplante de células estaminais na corrente sanguínea.

A terapia biológica, é uma outra forma de tratamento para a LMA, em que se pretende estimular ou restaurar a capacidade do sistema imunológico do paciente para combater o cancro. Nesta terapia usam-se substâncias produzidas pelo próprio corpo do paciente ou que são criadas em laboratório para reforçar, dirigir ou restaurar as defesas naturais do corpo contra a doença. A terapia biológica denomina-se por vezes de terapia modificadora da resposta biológica ou imunoterapia.

Anticorpos monoclonais. Estas proteínas são fabricadas em laboratório e são desenhadas para se ligarem a moléculas específicas na superfície das células leucémicas. Alguns anticorpos monoclonais têm químicos radioactivos ou veneno de células de maneira a que, quando são injectados no doente, ligam-se às células leucémicas e matam-nas.

Durante o tratamento é normal que tenha de tomar alguns cuidados extraordinários devido ao risco aumentado de contrair infecções (quando a contagem de glóbulos broncos é muito baixa). Durante estas Alturas deve lavar as mãos com frequência, evitar alimentos frescos e crus pelo perigo de conterem germes, evitar flores frescas e plantas pela presença de fungos, evitar concentração de pessoas e locais mal ventilados

A administração de antibióticos e outras drogas é frequente nestes doentes de forma a prevenir infecções virais e de fungos ou pneumonias.

Quando as plaquetas estão em baixa contagem é normal ser necessária uma transfusão para proteger contra as hemorragias. Também, a falta de ar e palpitações causadas pela deficiente contagem de glóbulos vermelhos pode ser tratada com transfusões de sangue.

Os efeitos secundários da quimioterapia dependem das drogas administradas e da duração do tratamento e incluem normalmente, a queda de cabelo, aftas, fraca resistência às infecções, aparecimento de nódoas negras e hemorragias, perda de apetite, náusea e vómito. Estes efeitos são normalmente temporários e passam quando o tratamento acaba. No entanto devem sempre ser referidos ao médico porque podem ser atenuados através de outros medicamentos para o efeito.

Estado da doença depois do tratamento.

A LMA nos adultos é classificada como estando em remissão – sem evidência da doença: com menos de 5% de blastos na medula óssea; ou como activa – quando o paciente acabou de ser diagnosticado ou teve uma recaída.

Doença residual mínima é um termo usado quando existe uma evidência química (molecular ou citogenética) da existência de células leucémicas na medula óssea, não havendo no entanto uma quantidade suficiente para serem detectadas por exame microscópico de rotina.

O que acontece depois do tratamento?

São necessários exames de rotina frequentes durante vários anos após o tratamento ter acabado. O seu médico continuará à procura de eventual reincidência da doença ou para observação de efeitos secundários a curto ou a longo prazo. É importante informar sempre o médico de quaisquer novos sintomas para poderem ser tratados.

Os check-ups incluem exames físicos rigorosos, raios-X e análises clínicas. No caso da LMA não é usual uma recaída se não houver sinais da doença 5 anos depois do tratamento. Uma recaída só é possível pouco tempo depois de se ter acabado o tratamento. Um dos benefícios do acompanhamento após a cura porque dá-lhe a oportunidade de trocar ideias sobre possíveis preocupações que possa aparecer.

O que deve perguntar ao seu médico sobre a LMA?

É importante desenvolver uma comunicação franca aberta com o seu médico sobre o seu problema; e também com toda a equipa que o acompanhará e ajudará a lidar com a sua doença. Lembramos algumas perguntas que poderão….

- Que tipo de leucemia mielóide aguda tenho?

- Existem alguns factores específicos que possam afectar o meu prognóstico?

- Quais as escolhas que posso fazer em relação aos tratamentos?

- Qual o tratamento que o Sr. Doutor recomenda e porquê?

- Vou ter de fazer quimioterapia? Quais os efeitos secundários do tratamento?

- O que posso eu fazer para reduzir os efeitos de quimioterapia?

- Poderá ser aconselhável fazer um transplante de medula? Quando?

- Existe a hipótese de reincidência, uma vez em remissão?

Para além destas perguntas, é aconselhável escrever todas as dúvidas que vão ocorrendo e fazer as perguntas quando for conveniente. Todas as perguntas são válidas e merecedoras de uma resposta, no entanto, quanto mais oportuno o momento de as fazer e a clareza com que forem feitas, melhor a hipótese de obter uma resposta satisfatória.

Levar uma segunda pessoa para as consultas pode ser benéfico em vários aspectos.

Recolher e guardar todo o tipo de informação, resultados das análises e exames efectuados, relatórios de radiografias pode ser útil no caso de procurar uma segunda opinião.



Tirado de: http://www.apcl.pt/PresentationLayer/home_00.aspx

Susceptibilidade ao Cancro

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O Cancro do CóLon e Recto

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O cancro do clon e recto

O Cancro do CóLon e Recto

  1. O CANCRO DO CÓLON E RECTO - A doença da civilização - Faculdade de Medicina de Lisboa - Medicina Preventiva - Trabalho realizado por: Carolina Midões Correia n.º 5450 Fernando Azevedo n.º 5477 Francisco Sousa Santos n.º 5482 Vânia Caldeira n.º 5681 Regente: Prof. Doutor Armando Pereirinha Assistente: Dr. Mário Pereira – TP 9
  2. Sumário
    • - O que é o Cancro do Cólon e Recto (CCR)?
    • - Como se manifesta?
    • Factores de risco
    • A mortalidade causada pelo CCR
    • - A importância da prevenção
    • A realidade europeia e mundial
    • A realidade dos EUA
    • A realidade portuguesa
  3. ANATOMIA DO CÓLON E RECTO
    • Fazem parte do aparelho digestivo
    • Em conjunto formam o intestino grosso
    • Cólon – 1ª porção do intestino grosso (120 a 150 cm)
    • Recto – última parte (10 a 12 cm)
    • Funções do intestino grosso:
    • - Reabsorção de água e nutrientes provindos do quilo do intestino delgado
    • - Acumulação das substâncias a eliminar
    • - Formação das fezes e sua eliminação para o exterior
    • Local onde numerosas bactérias vivem em simbiose
    • Dissolvem os restos alimentícios não assimiláveis (ex.: fibras), reforçam o movimento intestinal e protegem o organismo contra bactérias patogénicas
    Cólon normal
  4. CANCRO DO CÓLON E RECTO
    • Resulta de um desenvolvimento anormal da parede interna do intestino grosso
    • Tumores benignos – pólipos
    • - Não invadem os tecidos circundantes nem metastizam, devendo ser removidos por colonoscopia
    • - Se não forem removidos podem-se converter em tumores malignos
    • Tumores malignos – cancro
    • - Podem-se espalhar a outras partes do corpo (principalmente fígado e pulmão), onde se formam novos tumores  metástases
    • - São encontradas nos gânglios linfáticos vizinhos
    • Maior incidência em países ocidentais: dieta rica em gordura e proteína animal e pobre em fibras
    • Existe tendência genética
    • Activação dos oncogenes “Kirsten-ras” em 50 % dos adenomas
    • Inactivação dos genes
    • supressores: p53
  5. MANIFESTAÇÕES E SINTOMAS
    • Alteração nos hábitos intestinais, com o aparecimento de diarreia ou de obstipação
    • Presença de sangue nas fezes
    • Sensação de que o intestino não esvazia completamente
    • Desconforto abdominal
    • Perda de peso inexplicada
    • Cansaço
  6. PRINCIPAIS FACTORES DE RISCO
    • Idade
    • História familiar de CCR
    • Pólipos colo-rectais
    • Factores genéticos:
    • - Polipose adenomatosa cólica familiar (PACF)
    • - Carcinoma do cólon hereditário não associado a polipose (CCHNP) ou Síndroma de Lynch
    • História pessoal de cancro
    • Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa
    • Alimentação
    • Outros:
    • ● Excesso de peso e sedentarismo
    • ● Tabagismo
    • - Localização geográfica
  7. IDADE
    • A probabilidade de ter CCR
    • aumenta com a idade
    • Mais de 90% dos diagnósticos são efectuados em pessoas com mais de 50 anos
    • Idade média do diagnóstico: 65 anos
  8. FACTORES DE RISCO E INCIDÊNCIA Fonte: Cancer Statistics Review, 1973-1996, SEER, NCI ( http://www.ff.uc.pt/ ) - Sexo e Idade
  9. HISTÓRIA FAMILIAR DE CANCRO COLO-RECTAL
    • Os familiares próximos de uma pessoa com história de CCR têm maior probabilidade de desenvolver a doença, especialmente se o familiar teve a doença ainda jovem
    • Muitos familiares com história
    • de CCR: risco ainda maior
  10. PÓLIPOS COLO-RECTAIS
    • Os pólipos são saliências do
    • tecido da parede do cólon ou
    • do recto
    • A maioria é benigna, mas alguns podem
    • tornar-se cancerígenos (adenomas)
    • - Detectar e remover os pólipos,
    • pode reduzir o risco de CCR
  11. FACTORES DE RISCO Factores Genéticos e ambientais PÓLIPOS COLO-RECTAIS mucosa normal pequeno adenoma adenoma de risco adenoma cancerígeno carcinoma avançado
  12. CCHNP / HNPCC E PACF
      • CCHNP ( Carcinoma do cólon
      • hereditário não associado a polipose)
      • ■ Tipo de cancro hereditário mais comum
      • ■ Cerca de 2% de todos os casos de CCR
      • ■ 3 entre 4 pessoas, com alteração no gene HNPCC , desenvolvem CCR
      • - PACF ( Polipose adenomatosa cólica familiar)
      • ■ Alteração no gene APC
      • ■ Menos de 1% de todos os casos de CCR
      • ■ Pode ser recomendada cirurgia de remoção da
      • totalidade ou parte do cólon e do recto
      • - Os familiares de pessoas com HNPCC ou
      • PACF, podem fazer testes genéticos
  13. HISTÓRIA PESSOAL DE CANCRO
      • Uma pessoa que já teve CCR, pode voltar a desenvolvê-lo
      • Mulheres com história de cancro dos ovários, do útero (endométrio) ou da mama, apresentam risco aumentado de desenvolver CCR
  14. DOENÇA DE CROHN OU COLITE ULCEROSA
    • - Uma pessoa que teve, durante muitos anos, uma doença que provoca inflamação do cólon, como a colite ulcerosa ou doença de Crohn , tem risco aumentado de desenvolver CCR
  15. ALIMENTAÇÃO
    • - Alguns estudos sugerem que uma
    • dieta rica em gorduras, especialmente
    • gordura animal, e pobre em cálcio,
    • folatos e fibras, pode aumentar o risco de CCR
    • - O consumo excessivo de alimentos fumados e picantes também parece aumentar a probabilidade de CCR
    • - Estudos sugerem, ainda, que pessoas com uma dieta muito pobre em fruta e vegetais, têm um risco aumentado de CCR
  16. Factores de Risco e Incidência Fonte: Willett W., Nature 1989 ( http://www.ff.uc.pt/ ) - Alimentação
  17. Factores de Risco e Incidência Fonte: Willett W., Nature 1989 ( http://www.ff.uc.pt/ ) - Alimentação
  18. OUTROS FACTORES DE RISCO
    • Tabaco :
      • uma pessoa fumadora, tem risco aumentado de desenvolver pólipos e CCR
    • Excesso de Peso
    • Sedentarismo
  19. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
      • Por exemplo, o risco de CCR é baixo no Japão, mas aumenta nos japoneses que emigraram para os EUA e chega a igualar o do resto da população americana
      • Esta variação geográfica no risco do cancro depende provavelmente de muitos factores: uma combinação de genética, dieta e meio ambiente…
  20. Factores de Risco alto médio baixo dados não disponíveis Taxa de Mortalidade
    • Localização
    • Geográfica
    Fonte: http://www.centrofrancescoredi.it
  21. Factores de Risco Outros 1% Sem factor relacionado ~ 75% HNPCC 5% Causa Familiar 15% - 20% PAF 1% Fonte: Winawer S.J. 1991 ( http://www.centrofrancescoredi.it ) - Conclusão
  22. RISCO DE CANCRO COLO-RECTAL População Geral História Pessoal de CCR Doença Inflamatória Intestinal Carcinoma Hereditário sem Pólipos Carcinoma Hereditário com Pólipos Fonte: http://www.ipatimup.pt/medprev/colon_recto.pdf
  23. MORTALIDADE POR CCR
    • Afecta igualmente ambos os sexos
    • 90% dos casos surge acima dos 50 anos
    • Muito prevalente no Mundo Ocidental, nomeadamente nos países mais desenvolvidos
    • Está associado a mortalidade e morbilidade significativas
    • Últimos 30 anos: aumento da taxa de
    • cancro no cólon direito e sigmoideu
    • 30 % - recto
    • 25 % - cólon direito
    • 20 % - cólon sigmóide
    • 15 % - cólon esquerdo
    • 10 % - cólon transverso
    INCIDÊNCIA
    • No ano de 1998, o CCR contribuiu para 13% de toda a mortalidade por cancro
    • Nas últimas décadas, aumento da mortalidade por CCR – 80% entre 1980 e 1998
    MORTALIDADE POR CCR EM PORTUGAL
    • Em 1998, 2574 mortes por CCR
    • Segunda causa de morte por cancro, a seguir ao cancro do pulmão
    • Cerca de 150.000 novos casos de CCR
    • 57.100 mortes
    • 758.000 anos de vida potencialmente perdidos
    • 11 % da mortalidade de todos
    • os cancros
    Estatística de 2003
  24. A PREVENÇÃO
    • ► Objectivos da prevenção
    • ► História Natural da doença
    • ► Tipos de prevenção:
    • - Prevenção Primária
    • - Prevenção Secundária
    • - Prevenção Terciária
    • ► Rastreio
  25. OBJECTIVOS DA PREVENÇÃO
    • Diminuição da incidência : os cancros podem atribuir-se, em parte, a factores externos que a pessoa pode modificar, diminuindo o risco de desenvolvimento de um cancro;
    • Diminuição da mortalidade : consegue-se uma diminuição da mortalidade se se detecta o cancro numa fase inicial e se aplicam tratamentos específicos mais eficazes.
  26. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
    • Divide-se em 2 períodos:
    • ■ Período pré-patogénico – antes do indivíduo adoecer
    • ■ Período patogénico – patogénese precoce e horizonte clínico
    • O período patogénico divide-se ainda em 2 fases:
    • ■ Fase pré-clínica
    • ■ Fase clínica
  27. PERÍODO PRÉ-PATOGÉNICO PERÍODO PATOGÉNICO PREVENÇÃO PRIMÁRIA FASE CLÍNICA FASE PRÉ-CLÍNICA PREVENÇÃO SECUNDÁRIA PREVENÇÃO TERCIÁRIA História Natural da doença
  28. RASTREIO
    • Identificação presumível da doença
    • Utilização de meios complementares de diagnóstico
    • Não tem como objectivo ser um diagnóstico mas sim identificar os suspeitos de uma determinada patologia ou outra condição
    • Encaminhamento da pessoa
    • consoante os resultados
  29. IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DO CCR
    • A prevenção do CCR determina uma redução significativa da mortalidade nas populações rastreadas
    • A atitude preventiva leva a uma poupança de recursos financeiros no SNS
    • Os custos do grupo sujeito a rastreio inferiores aos que se observam
    • quando a opção é não rastrear
    • A Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (S.P.E.D) desenvolveu em Portugal um programa de Prevenção do CCR
    • Principal objectivo: sensibilizar a população e aumentar a consciência médica
    • ( http://www.spg.pt/filmes/?fmo=ply&imc=17n18n&file=cancrocolon )
  30. PREVENÇÃO PRIMÁRIA DO CCR
      • Sensibilização da população
      • Informação sobre factores de risco e medidas para diminuir a probabilidade de desenvolver CCR
      • Informação da população acerca dos sintomas , para que haja a vigilância individual
      • Evidenciar a importância do rastreio
      • Para que em caso de suspeita não se
      • hesite em procurar um especialista
  31. SENSIBILIZAÇÃO
    • “ The best way to beat colon cancer today is to catch it early” - Gorman C, 2001
    • Sensibilizar a população para a existência e incidência do CCR – o mais frequente dos cancros do aparelho digestivo
  32. SENSIBILIZAÇÃO E INFORMAÇÃO Fonte: http://www.ff.uc.pt/
  33. INFORMAR PARA MUDAR COMPORTAMENTOS
    • A alteração dos estilos de vida é fundamental
    • Evitar a exposição aos factores de risco exógenos
    • Comportamentos Preventivos :
      • Prática de exercício regular
      • Combate da obesidade e do sedentarismo
      • Dieta variada e hipo-lipídica, rica em fruta e vegetais
        • Cerca de 400g/dia de fruta e vegetais
      • Alimentação com peixe, lacticínios e cereais
      • Consumo de fibras, alho, chás, soja
      • Consumo de oligoelementos (quimioprofilaxia)
        • Cálcio (efeito anti-proliferativo; induz apoptose)
        • Estrogénios
        • Folatos (Ácido fólico)
        • Selénio (inibe a iniciação e proliferação da carcinogénese)
        • Vitaminas A, C, D e E (inibem a proliferação de células cancerígenas)
  34. IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE
    • Porque é uma patologia muito frequente nos países ocidentalizados
    • Porque é paucissintomática - manifesta-se através de um pequeno nº de sintomas, é comum que o diagnóstico ocorra em fases avançadas
    • O diagnóstico precoce representa um aumento da taxa de sucesso do tratamento
  35. QUIMIOPREVENÇÃO?
      • Têm sido desenvolvidos estudos no sentido de uma prevenção primária com base na quimioprevenção
      • Há estudos que revelam que a realização de uma terapia de substituição hormonal de esteróides em mulheres na menopausa diminui significativamente o risco de virem a desenvolver CCR
  36. PREVENÇÃO PRIMÁRIA
    • É importante o desenvolvimento de campanhas de sensibilização das pessoas para que realizem os exames de rastreio, isto é, uma prevenção secundária .
  37. Panfleto de Prevenção do CCR – 2006 (SPG)
  38. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA - RASTREIO DO CCR -
    • Avaliação de indivíduos assintomáticos para verificar a presença de adenomas e/ou CCR
    • Indivíduos sintomáticos tratados consoante as queixas:
    • ■ Diagnóstico
    • ■ Vigilância
    • Definir qual o risco de desenvolvimento de CCR
    • Métodos de rastreio
    • Periodicidade do rastreio
    • CCR é provavelmente o cancro com maior incidência familiar
    • É função do número, idade e grau de parentesco dos familiares afectados
    • Exemplo:
    RISCO DE DESENVOLVIMENTO DO CCR RISCO DE CCR EM PESSOAS DE 40 ANOS, COM UM PARENTE DE 1º GRAU COM CCR = RISCO DE CCR NA POPULAÇÃO EM GERAL COM 50 ANOS
  39. GRUPOS ESTRATIFICADOS QUANTO À POSSIBILIDADE DE DESENVOLVER CCR Idade = ou > a 50 anos, sem outro factor de risco para CCR História familiar positiva para CCR ou adenomas do cólon e recto 1 parente de 1º grau de idade > 50 anos / 2 parentes de 2º grau / 1 parente de 1º grau com adenoma e idade <>
  40. MÉTODOS DE RASTREIO
    • Pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSO)
    • Sigmoidoscopia flexível (SF)
    • Colonoscopia
    • Outros Métodos:
    • ● Polipectomia Endoscópica
    • ● PSO associada a SF
    • ● Clister Opaco
  41. PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES (PSO)
    • Diminuição da mortalidade entre 15 – 33%
    • Maiores reduções quando a PSO se faz anualmente, com re-hidratação das amostras
    • Pesquisa positiva implica colonoscopia total, se esta for negativa não são necessárias novas observações nos
    • 10 anos seguintes
    • Desvantagens:
    • ■ Sensibilidade baixa para a detecção de cancro e adenomas
    • ■ Falsos positivos entre 2-4% sem re-hidratação, 8-16% com re-hidratação
    • ■ Estudo demonstrou que com recurso a PSO e colonoscopia, a PSO foi positiva apenas em 23,9% dos doentes com
    • lesões avançadas
  42. SIGMOIDOSCOPIA FLEXÍVEL (SF)
    • Observação do recto e cólon sigmoideu
    • Diminuição da mortalidade entre 59-80%
    • Detecta 70,3% das lesões avançadas
    • Presença de adenoma(s) de risco implica colonoscopia total
    • Ocorrência de lesões avançadas na colonoscopia é função dos achados
    • na sigmoidoscopia
  43. COLONOSCOPIA
    • Método mais eficaz de prevenção do CCR
    • Examina todo o cólon
    • Permite a detecção e remoção de pólipos e a realização de biopsias
    • Colonoscopia em indivíduos de risco padrão, prevalência de adenomas 2 vezes superior à com SF
    • Desvantagens:
    • ■ Maior custo e risco
    • ■ Maior desconforto
  44. Cancro do cólon Cego Mucosa normal Pólipo
  45. Pólipo Pós-polipectomia
  46. OUTROS MÉTODOS
    • - Polipectomia Endoscópica
    • ■ A maioria dos CCR derivam de pólipos adenomatosos pré-existentes
    • ■ Redução da incidência de CCR de 76-90%
    • - PSO associada a SF
    • ■ Vantagem de 20% na sobrevida comparativamente à SF isolada
    • ■ Detecção de 75,8% das lesões avançadas
    • - Clister Opaco
    • ■ Numa população de risco
    • padrão, detectou 50% dos
    • adenomas de dimensão > 1cm
    • ■ Desvantagens:
    • ● Pouca sensibilidade
    • ● Não reconhecimento de 26% dos adenomas > 1cm no recto e cólon sigmoideu
    • ● Não reconhecimento de 67%
    • dos adenomas > 1cm do cólon
    Clister opaco mostra diverticulose
  47. PERIODICIDADE DO RASTREIO
    • PSO: rastreio anual - redução da mortalidade em 33% comparativamente a 20% bienal
    • SF: de 5 em 5 anos, após SF negativa
    • Colonoscopia: de 10 em 10 anos,
    • após exame inicial negativo
    • Os métodos de rastreio são suficientemente precisos e aceitáveis para os doentes
    • Os benefícios do rastreio são muito superiores aos inconvenientes
    VANTAGENS DO RASTREIO - Melhor prognóstico para o tratamento da doença quando ela é evidenciada pelo rastreio, do que quando resultante de uma atitude de diagnóstico
  48. Homens e Mulheres Sintomáticos Diagnóstico/ Tratamento Assintomáticos Idade <> ou = 50 anos História familiar positiva História familiar negativa Não efectuar rastreio Efectuar rastreio – risco pop. padrão CCHNP 2 ou + parentes 1ºgrau com CCR / 1 parente 1ºgrau com CCR e idade <> ou = 60 anos Consulta genética Colonoscopia a partir dos 40 anos
  49. RISCO FAMILIAR DE CCR Aproximadamente 2 a 3 vezes aumentado 2 parentes 2º grau com CCR Aproximadamente 1,5 vezes aumentado 1 parente 2º ou 3º grau com CCR 3 a 4 vezes aumentado Parente 1º grau com CCR diagnosticado < ou =" 50">
  50. PREVENÇÃO TERCIÁRIA - O TRATAMENTO DO CCR - DIAGNÓSTICO DECISÃO TERAPÊUTICA FACTORES ASSOCIADOS AO DOENTE ESTADIAMENTO DA DOENÇA TUMOR LOCAL PRESENÇA DE METÁSTASES À DISTÂNCIA DEFINIR RISCO ANESTESICO-CIRÚRGICO IDADE PATOLOGIAS ASSOCIADAS VONTADE DO DOENTE
  51. DECISÃO TERAPÊUTICA TERAPÊUTICA DE INTENÇÃO CURATIVA TERAPÊUTICAS PALIATIVAS TERAPÊUTICAS NEO-ADJUVANTES CIRURGIA RADIOTERAPIA QUIMIOTERAPIA CIRURGIA CIRURGIA QUIMIOTERAPIA RADIOTERAPIA ENDOSCÓPICAS “ SINTOMÁTICAS”
  52. Total de colonoscopias – EUA Fonte: http://www.nyc.gov/html/doh/downloads/pdf/cancer/coloncancer-c5summit06-woodhull-winters.pdf
  53. N.º colonoscopias nos EUA Fonte: http://www.nyc.gov/html/doh/downloads/pdf/cancer/coloncancer-c5summit06-woodhull-winters.pdf
  54. REALIDADE EUROPEIA E MUNDIAL
  55. Incidência de cancro colo-rectal na Europa (1996) ESTATÍSTICAS EUROPEIAS E MUNDIAIS Taxa de mortalidade alta media baixa dados não disponíveis 17624 55.50 32404 Reino Unido 10125 45.77 18096 Espanha 2616 53.79 5300 Portugal 4176 56.44 8765 Holanda 15750 55.52 31796 Itália 896 46.63 1691 Irlanda 1585 29.05 3053 Grécia 30460 70.77 57753 Alemanha 16050 56.31 32757 França 964 39.57 2031 Finlândia 2061 60.77 3200 Dinamarca 3106 59.17 5973 Bélgica 110669 57.22 213111 União Europeia Nº de óbitos Taxa anual (x 100.000) Nº de casos
    • A taxa de sobrevivência para o espaço de tempo de 1996-2003 de 17 areas geográficas foi de 64.0%
    • Baseado em taxas de 2002-2004, 5.42% dos homens e mulheres nascidos hoje vão ser dignosticados com CCR durante a sua vida
    • De 2000-2004, a idade média de morte por CCR foi de 75 anos de idade
    • De 2000-2004, a idade média com que foi diagnosticado este tipo de cancro num individuo foi de 71 anos de idade
    Dados retirados do programa SEER do Nacional Cancer Institute
  56. Dados retirados do programa SEER do Nacional Cancer Institute 32.9 por 100,000 mulheres 47.5 por 100,000 homens HISPÂNICA 39.6 por 100,000 mulheres 42.1 por 100,000 homens INDIO-AMERICANA 35.3 por 100,000 mulheres 49.7 por 100,000 homens ASIÁTICA 55.0 por 100,000 mulheres 72.6 por 100,000 homens NEGRA 44.0 por 100,000 mulheres 60.4 por 100,000 homens CAUCASIANA 44.6 por 100,000 mulheres 60.8 por 100,000 homens TODAS Feminino Masculino Raça/etnia INCIDÊNCIA POR RAÇA/ETNIA
    • Todos os anos, mais de 50,000 pessoas morrem de CCR
    • O CCR é a segunda maior causa de morte por cancro (primeira é cancro pulmonar)
    • Alguém morre de CCR a cada 9.3 min
    • São perdidas mais vidas a cada ano devido a CCR do que devido ao cancro da mama e SIDA combinados
    ESTATÍSTICAS DOS EUA
  57. Incidência de diversos tipos de cancro na população dos EUA (1975 a 2003)
    • Portugal é dos países da União Europeia com as taxas de mortalidade, por cancro, mais baixas, mas representam já a segunda causa de morte
    • O CCR constituiu a primeira causa de morte por cancro em Portugal, de acordo com a estatística do INE de 2001.
    • Com estes valores Portugal encontra-se no grupo de países com mais alta
    • frequência de CCR, que na última
    • década aumentou 50%
    REALIDADE PORTUGUESA
    • Os cancros do cólon e recto estão entre os que são hoje passíveis de rastreios e que têm importantes marcas na mortalidade e morbilidade.
    • Não é conhecida em pormenor a incidência do cancro, pelo que nos temos de socorrer dos dados disponíveis do ROR referentes a 1993 .
    Incidência dos tumores por distrito de residência / notificação

Tirado do site: http://www.slideshare.net/VaniaCaldeira/o-cancro-do-clon-e-recto

Cancro do cólon, como prevenir...

Cancro do cólon: como prevenir?

Anualmente mais de 3 mil pessoas - tanto homens como mulheres - morrem em Portugal devido ao cancro colorectal, o que mais mata no nosso país. A detecção precoce, através de exames de rastreio regulares, (essencialmente, a partir dos 50 anos, ainda que não apresente queixas), ajuda a salvar muitas vidas. A remoção de eventuais pólipos detectados poderá evitar até 85% das mortes por cancro do cólon. Fique com alguns sinais de alarme:

Vestígios de sangue nas fezes;
Cólicas ou dores abdominais;
Sensação de que o intestino não evacua completamente;
Alteração constante dos hábitos intestinais onde se contam os episódios repetidos de diarreia ou prisão de ventre.

Conheça os vários tipos de exames que a medicina dispõe actualmente para rastrear o cancro do cólon. Saiba ainda que a taxa de sucesso dos tratamentos é muito elevada quando o tumor é detectado no início.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Teste inovador ajuda a detectar cancro no pulmão

Teste inovador pode ajudar a detectar cancro do pulmão
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=22362

O cancro do pulmão poderá vir a ser diagnosticado por um simples teste de sangue, em desenvolvimento nos Estados Unidos.


Investigadores da Universidade da Pensilvânia ensaiaram, com sucesso, um teste sanguíneo baseado em marcadores genéticos que detecta o cancro do pulmão nos primeiros estados do seu desenvolvimento.

Para o especialista português Renato Sotto Mayor, responsável da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, não se deve embarcar "na onda do entusiasmo", uma vez que este meio de diagnóstico ainda está a ser estudado.

No entanto, considera que "o futuro passará" por uma detecção genética do cancro do pulmão, o que será "muito importante" para o diagnóstico, tratamento e prevenção de reincidências, disse em declarações à agência Lusa.

Caso se venha a confirmar o sucesso destes testes sanguíneos, "os casos de cancro do pulmão poderão ser detectados mais precocemente, aumentando o sucesso do tratamento cirúrgico", explicou.

Actualmente, o cancro do pulmão é detectado através de um raio-x ou de uma TAC (tomografia axial computorizada), habitualmente já em fases avançadas da doença.

"A grande maioria dos casos são detectados por radiografia ou TAC numa altura em que já há queixas do doente e em que o tumor está numa fase avançada localmente ou já tem metástases. Só seis por cento dos casos de cancro do pulmão são detectados em doentes assintomáticos", precisou Renato Sotto Mayor.

O teste sanguíneo através de marcadores genéticos poderá ainda contribuir para baixar o número de recidivas, sendo que um terço dos doentes operados voltam a ter um tumor, referiu.

"Se houver um marcador genético que diga que uma pessoa tem uma grande probabilidade de recorrer daqui a um ano ou dois, podemos logo pôr o doente a fazer quimioterapia. Este marcador genético pode auxiliar na definição de grupos de doentes que beneficiarão de terapias complementares à cirurgia", defendeu o médico oncologista.

Em Portugal, o êxito do tratamento do cancro do pulmão, a cinco anos, é de cerca de 15 por cento, quando anualmente são detectados cerca de quatro mil novos casos, uma média de mais de 10 casos por dia.

Para o presidente do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias o teste de sangue pode significar um "grande progresso" no diagnóstico da doença, embora Teles Araújo considere que ainda serão necessárias muitas experiências para se verificar se poderá entrar num programa de rastreio.

"Pode detectar precocemente um cancro, mas depois poderá haver o problema de ser ainda um tumor tão pequeno que depois não se percebe onde é que está localizado", comentou ainda à Lusa Teles Araújo.

Cancro da pele

O cancro de pele é o crescimento anormal e desorganizado das células da pele. Surge com maior frequência na raça branca, depois dos 40 anos e geralmente é provocado por exposições excessivas ao sol. É mais frequente na camada externa da pele (epiderme), o que permite visualizar o cancro na fase inicial.

Conforme as células afectadas consideram-se 3 tipos de cancro: o basalioma ou cancro basocelular, o carcinoma espinocelular ou pavimento celular e o melanoma maligno.

O basalioma é o mais comum, aparece por volta dos 40 anos, em pessoas de pele clara, nas zonas do corpo que sofreram exposições prolongadas ao sol (cara, pescoço, mãos e pernas). É de cor rosada brilhante e cresce de forma lenta. O tratamento é feito com uma pequena cirurgia, se for na fase inicial.

O cancro espinocelular atinge pessoas mais velhas que as do basalioma, na zona da pele exposta por maiores períodos ao sol. São ambos característicos de certas profissões como trabalhadores agrícolas e da construção civil. Surge a partir de lesões já existentes na pele, cicatrizes de queimaduras ou cortes que não curam e apresentam crescimento irregular dos bordos. Desenvolve-se mais rápido que o anterior. Na pele cresce uma espécie de nódulo que sangra facilmente. Se não for tratado na fase inicial pode invadir outros órgãos e levar à morte.

O melanoma é o cancro mais agressivo do organismo e o mais perigoso dentro dos da pele. É característico de pessoas mais jovens que os anteriores. Tem origem nas células responsáveis pela coloração da pele. Ao contrário dos anteriores, tem origem em exposições periódicas ao sol, em queimaduras solares antigas, quando mais jovens.

Pode aparecer nas zonas do corpo expostas ao sol e em sinais. Geralmente, surge uma mancha preta na pele ou num sinal já existente. O tratamento é feito com cirurgia ao local. Se for numa fase inicial (inferior a 4 milímetros) aumenta a taxa de cura. Superior a esta medida existe grande probabilidade do cancro se espalhar para outros órgãos (metástases), sendo necessário outros tratamentos como radioterapia e quimioterapia, diminuindo os casos de cura.

Assim que se verifica qualquer alteração na cor, forma ou consistência da pele ou sinal, deve-se recorrer de imediato ao médico. A observação da pele deve ser mensal. Usar protector solar adequado ao tom de pele é fundamental.

Sinais e sintomas

- No melanoma o tumor é geralmente de bordos irregulares, a cor é diferente dentro da mesma zona, desde o castanho, preto, laranja ou azul.

- Pode surgir como uma bolha de sangue sob uma unha, sem a pessoa se magoar.

- Aumento do tamanho e forma de um sinal novo ou já existente.

- Alteração da pele á volta do sinal, pode ficar vermelha, com ferida, crosta, com comichão ou dor.

- Nas mulheres aparece com maior frequência nos braços e pernas, nos homens na cabeça, pescoço e tronco.

Factores de risco

- Pele clara, com sardas e muitos sinais.

- Difícil de bronzear mas que sofre queimadura solar facilmente.

- Cabelo ruivo ou louro, olhos claros.

- Exposições intermitentes ou prolongadas ao sol.

- Já ter sofrido queimadura solar.

- Antecedentes de melanoma em familiares.

- Não usar protector solar adequado ao tom de pele, mesmo depois de bronzeado.

- Não usar roupa apropriada, chapéu e óculos de sol.

- Exposição ao sol nas horas de maior calor.

Diagnóstico

O médico especialista (dermatologista) ou cirurgião fazem o diagnóstico através da observação da pele e confirmam com a realização de uma biópsia (recolha de um pequeno bocado de pele para analisar no laboratório de anatomia patológica). O médico pode optar por retirar o tumor em vez de fazer a biopsia. Desta forma manda analisar o tumor todo para se certificar que não ficaram células com cancro.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico. É retirado o cancro pelo cirurgião e enviado para o laboratório de anatomia patológica, afim de confirmarem se o tumor era benigno ou maligno e se foi retirado todo daquela zona.

Se não houver metástases em outros órgãos e o cirurgião retirou todo o tumor, a percentagem de cura é geralmente de 100%. O médico avalia de forma periódica o doente devido ao risco aumentado de surgir novo melanoma.

Nos cancros com metástases, tem que se recorrer a cirurgia, radioterapia (radiações emitidas por uma máquina em doses elevadas para destruir as células do cancro), quimioterapia (medicamentos em comprimidos ou no soro que destroem as células do cancro) e medicamentos que estimulam o organismo a aumentar a sua imunidade. Nestes casos a taxa de sucesso é baixa.

Prognóstico

O fundamental do tratamento do cancro é o diagnóstico precoce. Se o cancro for diagnosticado e tratado na fase inicial o prognóstico é bom, se houver metástases pode provocar a morte em meses ou anos. A profundidade do cancro e as defesas do organismo influenciam na evolução da doença.


http://www.conhecersaude.com/mobile/adultos/3065-doencas-de-pele-cancro-de-pele.html

Cancro do pulmão

CANCRO DO PULMÃO: QUEM ESTÁ EM RISCO

Muitas vezes, o médico não consegue explicar porque é que uma pessoa desenvolve cancro e outra não. No entanto, a investigação demonstra que determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver cancro do pulmão, estando a maioria relacionada com o uso de tabaco.

  • Cigarros: fumar cigarros provoca cancro do pulmão. Determinadas substâncias existentes no tabaco, chamadas carcinogéneos, danificam as células dos pulmões. Com o passar do tempo, as células danificadas podem tornar-se cancerígenas. A probabilidade que um fumador tem de desenvolver um tumor, é afectada pela idade com que começou a fumar, durante quanto tempo fumou, qual o número de cigarros que fuma ou fumou por dia e qual a profundidade da inalação. Parar de fumar reduz bastante o risco de uma pessoa desenvolver cancro do pulmão.
  • Charutos e cachimbos: os fumadores de charutos e cachimbo, apresentam um risco mais elevado de ter cancro do pulmão do que os não fumadores. O número de anos que a pessoa fumou, o número de charutos ou cachimbos que fuma ou fumou por dia e a profundidade da inalação, são factores que afectam o risco de desenvolver cancro do pulmão. Mesmo os fumadores de charutos e de cachimbo, que não inalam o fumo, apresentam um risco aumentado de ter cancro do pulmão, da boca ou outro tipo de cancro.
  • Exposição ao fumo de tabaco ambiente (fumador "passivo"): a probabilidade de desenvolver cancro do pulmão, aumenta com a exposição ao fumo de tabaco ambiente, ou seja, o fumo que está no ar, quando outra pessoa fuma. À exposição ao fumo de tabaco ambiente, ou fumador em segunda-mão, chama-se fumador involuntário ou passivo.
  • Radão: o radão é um gás radioactivo que não se vê, não se cheira e não tem sabor. Forma-se no solo e nas rochas. As pessoas que trabalham em minas podem estar expostas ao gás radão. Em algumas zonas do país, encontra-se radão. As pessoas expostas ao radão apresentam um risco aumentado para terem cancro do pulmão.
  • Amianto: corresponde a um grupo de minerais que existem, naturalmente, como fibras e são usados em certas indústrias. As fibras de amianto tendem a quebrar-se facilmente, em partículas que podem flutuar no ar e que facilmente se "agarram" à roupa. Quando as partículas são inaladas, podem alojar-se nos pulmões, danificando as células e aumentando o risco de cancro do pulmão. Os estudos demonstraram que os trabalhadores expostos a grandes quantidades de amianto, apresentam um risco de contrair cancro do pulmão 3 a 4 vezes maior do que para trabalhadores não expostos. Esta exposição foi observada em diversas indústrias, como a da construção de navios, minas e fabrico de amianto, trabalhos de isolamento e reparação de travões. O risco de cancro do pulmão é, ainda maior, nos trabalhadores do amianto que também fumam. Os trabalhadores do amianto devem usar o equipamento de protecção fornecido pelos seus empregadores e seguir as práticas de trabalho recomendadas, bem como os procedimentos de segurança.
  • Poluição: está identificada a ligação entre o cancro do pulmão e a exposição a certos poluentes do ar, como os sub-produtos da combustão do diesel e outros combustíveis fósseis. No entanto, esta relação ainda não está bem definida e, como tal, continua a ser estudada.
  • Doenças pulmonares: determinadas doenças pulmonares, como a tuberculose (TB), aumentam a possibilidade de uma pessoa ter cancro do pulmão. O cancro do pulmão tende a desenvolver-se em zonas do pulmão que apresentam cicatrizes de TB.
  • História pessoal: é mais provável que uma pessoa que já tenha tido cancro do pulmão, desenvolva um segundo cancro do pulmão, comparativamente a uma pessoa que nunca teve. Deixar de fumar, logo que o cancro do pulmão é diagnosticado, pode prevenir o desenvolvimento de um segundo cancro do pulmão.

As causas e formas de prevenção do cancro do pulmão continuam a ser estudadas. No entanto, sabemos que a melhor forma de prevenir o cancro do pulmão é deixar de fumar (ou nunca começar). Quanto mais cedo deixar de fumar, melhor. Mesmo que tenha fumado durante muitos anos, nunca é tarde demais para beneficiar dos benefícios de deixar de fumar.


http://www.roche.pt/sites-tematicos/infocancro/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cancro da mama Prevenção

Prevenção de situações de risco em mulheres em idade fértil

Cancro da Mama

O cancro da mama e do colo do útero são duas situações clínicas de grande importância pela sua frequência e prognóstico.
Grande número de cancros da mama e do colo do útero são curáveis. No entanto, a cura tem a ver com a precocidade com que é feito o diagnóstico.

A mamografia é o exame mais importante na prevenção do cancro da mama, assim como a citologia ou exame de Papanicolau para a prevenção do cancro do colo do útero. Todavia, tanto numa situação como na outra é o cuidado que cada mulher tem a principal ponte para a salvação e entenda-se por cuidado essencialmente o conhecimento do seu corpo, ou seja, parar algum tempo do seu dia-a-dia para "olhar para dentro", não só psiquicamente, fazendo um exame de consciência, como, e neste caso, fisicamente.

É importante que todas as mulheres aprendam a fazer um auto-exame da mama, ou seja, que saibam observar e apalpar a mama. Este exame não deve ser feito diariamente, até porque a mama sofre, ao longo do ciclo menstrual (o ciclo menstrual é o tempo que decorre desde o 1° dia de perdas sanguíneas até ao início de outras perdas, quer dizer, cerca de 28 a 30 dias nas mulheres regulares), alterações que poderão ser confundidas com situações graves. A palpação da mama deve ser feita logo após a menstruação, que é a altura em que os seios estão menos sensíveis e menos tensos e, portanto, apenas uma vez por mês.

Nem tudo o que se apalpa é um cancro, muitas alterações sentidas têm a ver com flutuações das hormonas sexuais e são muito frequentes entre os 30 e 50 anos. É a chamada "Doença Fibroquistica" da mama, a qual se pode apresentar de várias formas. Os seios podem ficar dolorosos antes do aparecimento do período (mastodinia), ficar duros e apalpar-se alguns nódulos (displasia); podem aparecer quistos simples, que são nódulos de conteúdo líquido e que, regra geral, não têm risco significativo de cancro da mama. Podem aparecer nódulos sólidos, normalmente isolados, de contornos lisos e bem definidos, que se movem facilmente quando os palpamos. Por vezes, aparece um corrimento mamilar claro ou sanguinolento e, neste caso, há que ter cuidado, pois poderemos estar perante uma lesão pré-maligna, provocada por pequenos tumores (Papilomas), os quais crescem dentro dos canais das glândulas, motivo pelo qual não são palpáveis.

As chamadas mastites são infecções da mama que podem formar abcessos, mas não têm qualquer risco de cancro.

Embora estas situações, normalmente benignas, sejam as mais frequentes, sempre que a mulher note qualquer anomalia deve recorrer ao médico, pois só este poderá confirmar a natureza da lesão.

É importante a noção de que a autopalpação da mama feita uma vez por mês, pelo próprio, é fundamental no diagnóstico de possível doença mamária, assim como em caso de necessidade, a mamografia e ecomamária. No entanto, nem sempre os achados patológicos são de índole maligna e, caso o sejam, há que tratar (operando), já que, hoje em dia, felizmente, grande número de cancros da mama operados permitem uma vida com qualidade durante muitos anos.

Lisete Romão
Médica


site:http://br.geocities.com/gresjornal/2001/pag1809.html

sábado, 4 de julho de 2009

Lêucemia Infantil.

Medicina cubana utiliza arsênico para curar Lêucemia Infantil.



Havana - Cuba mostrou à comunidade científica internacional bons resultados no tratamento da leucemia com arsênico --substância conhecida como veneno-- principalmente no tratamento de crianças, disseram neste sábado médicos locais.

"Já tratamos, de 2007 a 2008, dez crianças, de entre 7 e 17 anos e nove delas estão totalmente curadas de sua doença, pois seus hemogramas e mielogramas estão normais atualmente", disse o doutor Sergio Machín, do Instituto de Hematologia e Imunologia de Havana.

Machín e seus colegas, ressalta o jornal Juventud Rebelde, apresentaram a experiência nos congressos de Hematologia, Imunologia, Hemofilia, e Medicina transfusional e Regenerativa, que terminaram na sexta-feira em Cuba.

O arsênico "é inoculado no paciente em pequenas doses por via parenteral, em soros, todos os dias, durante um período aproximado de um mês ou um mês e meio", explicou o especialista.

Ele indicou que "as leucemias são a proliferação de células jovens ou imaturas, e o trióxido de arsénico é um indutor da maturação celular que as leva à normalidade".

"O trióxido de arsénico que utilizamos nesta doença maligna infantil é de produção nacional; um medicamento extremamente caro no exterior, mas ao alcance de nossa pátria gratuitamente para todos os pacientes", assegurou Machín.

Como se dá e como é feito o tratamento da Lêucemia atualmente?

A leucemia é uma forma de câncer que se caracteriza por uma produção elevada de leucócitos anormais (afetação dos glóbulos brancos do sangue), que provocam a diminuição progressiva de produção de células normais, e que dão lugar ao aparecimento de anemia, infecções e hemorragias.
Para se efetuar um diagnóstico , deve-se recorrer a exames especiais ao sangue e à medula óssea, complementando este processo com o recurso ao mielograma.
Averiguar o tipo de leucemia em causa assim como a extensão da doença, permite escolher o(s) tratamento(s) mais adequado(s), como o recurso à quimioterapia, radioterapia e ao transplante de medula óssea.